Café e cardiomiopatia hipertrófica: o que você precisa saber

3

Para indivíduos que vivem com cardiomiopatia hipertrófica (CMH), uma condição genética em que o músculo cardíaco fica mais espesso, até mesmo hábitos diários simples, como beber café, requerem uma consideração cuidadosa. A CMH faz com que o coração trabalhe mais para se encher de sangue, tornando a frequência cardíaca mais lenta mais benéfica. A cafeína, um estimulante, aumenta naturalmente a frequência cardíaca – criando um conflito potencial.

Embora muitos com CMH consumam cafeína sem problemas, a orientação especializada de um cardiologista é crucial para determinar níveis seguros. O impacto da cafeína varia; bloqueia temporariamente os receptores de adenosina, o mecanismo calmante natural do corpo, ao mesmo tempo que desencadeia a liberação de adrenalina, norepinefrina e cortisol. Esta cascata química aumenta o estado de alerta, mas também aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, às vezes causando palpitações mesmo em indivíduos saudáveis.

A ciência mista sobre cafeína e saúde cardíaca

A pesquisa sobre os efeitos a longo prazo da cafeína é inconclusiva. Alguns estudos sugerem que o consumo moderado de café (2-5 xícaras por dia) pode diminuir o risco de doenças cardíacas, enquanto outros associam uma maior ingestão a batimentos cardíacos mais rápidos e pressão arterial elevada. Como as respostas individuais diferem, especialmente com uma condição pré-existente como CMH, a avaliação personalizada é fundamental.

Por que o HCM requer cuidado

Na CMH, o coração já está sujeito a contrações e relaxamentos anormais. Estimulantes como a cafeína podem amplificar esses problemas, aumentando potencialmente o risco de arritmias perigosas. Essa preocupação aumenta em pessoas com CMH obstrutiva, onde o músculo espessado obstrui o fluxo sanguíneo. O aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, juntamente com a desidratação por cafeína, podem piorar essa obstrução.

Embora pequenas quantidades de cafeína possam ser toleradas, ela só deve ser consumida sob a supervisão de um cardiologista. Faltam estudos em larga escala sobre os efeitos específicos da cafeína na CMH, mas o princípio permanece: forçar um coração já tenso a bater mais rápido é arriscado.

O resultado final

Se você tem CMH, a ingestão de cafeína deve ser discutida com seu médico. Sintomas como palpitações ou tonturas justificam a redução ou eliminação imediata da cafeína. Fontes de altas doses, como bebidas energéticas, devem ser totalmente evitadas. O objetivo é priorizar uma frequência cardíaca mais lenta e mais eficiente – e às vezes, isso significa pular o café.

попередня статтяÁgua de Coco: Hype da Hidratação vs. Realidade Digestiva